Arão entra no top-100 de jogadores com mais gols pelo Flamengo

Willian Arão continua a escrever capítulos importantes de seu livro rubro-negro. O gol anotado contra o Vasco no último domingo classificou o Flamengo à final do Carioca e, de quebra, o fez entrar na lista dos 100 jogadores que mais marcaram na história do clube.

Em levantamento feito pelo Numerólogos, do ge, Arão, aparece na 94ª colocação, com 32 gols. O volante divide o posto com outros oito ex-rubro-negros. São eles: Ademar Pantera, Alcindo, Alecsandro, Beto, Jean, Juan (ex-zagueiro e atual gerente técnico), Juan (lateral-esquerdo) e Manoelzinho.

Ao ge, Arão falou da importância de entrar no seleto grupo e vê a possibilidade de conquistar o inédito tetracampeonato estadual como uma nova chance de fazer história com a camisa rubro-negra.

– É motivo de muita honra pra mim estar no top-100 de jogadores que mais fizeram gols pelo Flamengo. Em primeiro lugar pelo tamanho que o clube tem e pela quantidade de excelentes jogadores que passaram por aqui. Apesar de já ter sido volante com liberdade para entrar na área, mudei no decorrer dos anos de função com outras responsabilidades. E, mesmo assim, continuar contribuindo com gols é motivo de muita felicidade.

– Obviamente prefiro títulos, mas, se eu posso ajudar dessa forma, fico feliz. E mais uma vez temos a oportunidade de fazer história, que é conquistar esse tetra. Aproveitar esse tempo de treino e dar o máximo nas partidas para deixar a nação feliz mais uma vez – disse Arão.

Gol mais emocionante?
– O mais emocionante foi contra o Corinthians, em Itaquera, pela Copa do Brasil. De cabeça na gaveta
Gol mais bonito?
– O mais bonito foi mais pela ocasião do que pela beleza, contra o Grêmio, pelo Brasileiro de 2019. Dois dias após o nascimento do meu filho, Natan.

Atacantes de histórias bem distintas são superados por Arão

Com o 32º gol, Arão deixou para trás os ex-atacantes Deivid e González. O primeiro fez trio com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, mas chances incríveis desperdiçadas o deixaram marcado negativamente.

O outro, argentino, tem histórias interessantes com o Flamengo. Em 1938, trocaria o Boca Juniors por um clube francês, mas o estouro da Segunda Guerra Mundial fez o comandante do navio que rumava à Europa ancorar a embarcação no Rio de Janeiro. Os rubro-negros convidaram Alfredo González para um jogar um amistoso contra o Atlético-MG, e ele marcou dois gols na vitória por 5 a 1.

Depois de possível intervenção da CBD junto à Fifa para viabilizar a permanência de González no Flamengo, dirigentes rubro-negros e do Boca negociaram por telefone, a ida para a França melou, e o atacante ficou. Foi peça fundamental na conquista do Carioca de 1938, o primeiro título da era do futebol profissional e que interrompeu o maior jejum do clube da Gávea, que não era campeão desde 1927.

No último jogo da campanha, aliás, fez dois gols nos 4 a 0 sobre o Vasco. Depois disso, jogou dois amistosos e voltou para o Boca. Deixou o Fla com 45 jogos, 31 gols e um título conquistado.