Trio multicampeão perdem espaço e devem estar de saída; jovens ganham moral com Paulo Sousa

O Flamengo aguarda o classificado de Botafogo e Fluminense para a decisão do Campeonato Carioca. Com o Estadual na reta final, o técnico Paulo Sousa já consegue fazer um balanço do elenco que tem em mãos. Alguns aproveitaram o início do ano e ganharam pontos, enquanto outros estão cada vez mais sem espaço, com possibilidade até de saída.

Isla, Ramon e Renê são os atletas que no momento não gozam de muito prestígio com Paulo Sousa. Campeões no passado no clube, atualmente esquentam mais o banco do que jogam. Por isso, uma eventual proposta para o trio não faria a diretoria pensar muito.

Primeiro porque os cartolas sabem que o português daria sinal verde olhando a parte econômica. O custo mensal com os três gira em torno de R$ 900 mil, valor considerado muito para atletas que pouco atuam.

Ramon, sondado pelo Benfica no passado, é quem mais tem mercado. Jovem e promissor, o lateral seria um negócio mais atrativo para os clubes. Já Isla e Renê sofrem com a idade mais avançada e com salários mais altos.

Jovens com moral
Quando chegou, o discurso de Paulo Sousa foi de que não teria crachá para escalar. Com isso, jovens jogadores como Hugo, João Gomes e Lázaro acabaram deixando lideranças do elenco na reserva.

No gol, Diego Alves foi para o banco e, além de ver Hugo como titular da posição, convive com o drama de virar terceira opção, já que o clube ainda tenta a contratação de Santos, do Athletico-PR.

No meio-campo, João Gomes, que era a última opção com Renato Gaúcho, se tornou xodó de Paulo Sousa. No jogo mais importante da temporada até aqui, a Supercopa do Brasil contra o Atlético-MG, o camisa 35 foi titular. E teve uma excelente atuação. Diversas vezes foi muito elogiado por Paulo Sousa. Acabou deixando Andreas um pouco para trás na briga pela vaga ao lado de Arão e, atualmente, está bem à frente de Thiago Maia e Diego na dupla pelo setor.

Quem também se deu bem com a igualdade de disputa no elenco foi Lázaro. Xodó de Jorge Jesus em 2020, quando começou a treinar no profissional, o camisa 13 não foi muito utilizado por Dome, Ceni e Renato Gaúcho. No entanto, virou fundamental no esquema de Paulo Sousa ao ser o escolhido para atuar na ala-esquerda.

Com Filipe Luís efetivado como zagueiro, Lázaro aproveitou a brecha no setor esquerdo. Ganhou a vaga de Everton Ribeiro, testado por Paulo Sousa na função, e não deu brecha para Ramon e Renê, laterais de origem e que não estão atuando com o treinador português.